Democracia, fascismo e nazismo sob a perspectiva da Constituição brasileira

INTRODUÇÃO: DEMOCRACIA, FASCISMO E NAZISMO A reflexão sobre democracia, fascismo e nazismo na contemporaneidade não constitui mero exercício de erudição histórica ou de catalogação de regimes políticos do passado. Trata-se de uma urgência teórica e prática do constitucionalismo democrático. A questão central que orienta esta análise não reside apenas em mapear as diferenças empíricas entreContinuarContinuar lendo “Democracia, fascismo e nazismo sob a perspectiva da Constituição brasileira”

Corrupção judicial e crise do Estado de Direito: erosão democrática e destruição da confiança pública

O artigo analisa a corrupção no Poder Judiciário, destacando seu impacto negativo nos princípios do Estado de Direito, especialmente em tribunais superiores. A corrupção judicial é apresentada como uma apropriação privada da autoridade pública, prejudicando a igualdade perante a lei e a efetividade da justiça. A análise relaciona a Constituição Federal, convenções internacionais e princípios éticos para propor um entendimento que separa independência judicial de imunidade. Ressalta a necessidade de controles rigorosos, transparência e responsabilização efetiva, além de enfatizar como a corrupção judicial pode corroer a confiança pública e agravar desigualdades sociais e econômicas. A conclusão sugere que tal corrupção exige ações institucionais robustas para preservar a integridade e a legitimidade do sistema judiciário.

As medidas cautelares pessoais no processo penal brasileiro: classificação, fundamentos normativos, pressupostos, funções e limites constitucionais

INTRODUÇÃO A tutela cautelar pessoal ocupa posição particularmente sensível na arquitetura constitucional do processo penal, porque situa o exercício do poder jurisdicional na fronteira entre a necessidade de proteção de finalidades processuais legítimas e o dever de preservar a liberdade individual antes da formação definitiva do juízo de culpabilidade. Nesse domínio, a legitimidade da intervençãoContinuarContinuar lendo “As medidas cautelares pessoais no processo penal brasileiro: classificação, fundamentos normativos, pressupostos, funções e limites constitucionais”

Artigo 319, inciso VII, do CPP – Internação provisória do acusado: análise dos requisitos, da isonomia, da inimputabilidade e da detração

Introdução De acordo com o artigo 149 do Código de Processo Penal, “quando houver dúvida sobre a integridade mental do acusado, o juiz ordenará, de ofício ou a requerimento do Ministério Público, do defensor, do curador, do ascendente, descendente, irmão ou cônjuge do acusado, seja este submetido a exame médico-legal”. Por outro lado, dispõe oContinuarContinuar lendo “Artigo 319, inciso VII, do CPP – Internação provisória do acusado: análise dos requisitos, da isonomia, da inimputabilidade e da detração”

O Dogma da Fundamentação Cautelar e a Responsabilidade Civil do Estado: Uma Análise Crítica do Erro Judiciário no Estado Constitucional de Direito

Introdução O presente estudo tem como “tese central” que as recorrentes falhas judiciais na fundamentação e aplicação de medidas cautelares no processo penal — consubstanciadas no decisionismo e na banalização do cárcere provisório — materializam um grave erro judiciário que viola frontalmente a dignidade da pessoa humana e o princípio da presunção de inocência. ComoContinuarContinuar lendo “O Dogma da Fundamentação Cautelar e a Responsabilidade Civil do Estado: Uma Análise Crítica do Erro Judiciário no Estado Constitucional de Direito”

OS VÍRUS QUE AMEAÇAM A DEMOCRACIA

INTRODUÇÃO: A PATOLOGIA SILENCIOSA DA INFECÇÃO INSTITUCIONAL A reflexão sobre os rumos da democracia contemporânea exige, antes de qualquer exercício exegético, um deslocamento do olhar sobre os modos de erosão institucional. Durante longos períodos históricos, a ruína de um regime democrático associou-se a rupturas drásticas: tanques nas ruas, o fechamento sumário de parlamentos, a suspensãoContinuarContinuar lendo “OS VÍRUS QUE AMEAÇAM A DEMOCRACIA”

A CAPTURA DAS INSTITUIÇÕES JURÍDICAS: QUANDO O PODER ECONÔMICO PROCURA TRANSFORMAR INFLUÊNCIA EM PODER DE ESTADO

INTRODUÇÃO: A reflexão sobre os rumos da democracia contemporânea exige, antes de qualquer exercício exegético, um deslocamento do olhar sobre os modos de erosão institucional. Durante longos períodos históricos, a ruína de um regime democrático associou-se a rupturas drásticas: tanques nas ruas, o fechamento sumário de parlamentos, a suspensão arbitrária de garantias fundamentais e aContinuarContinuar lendo “A CAPTURA DAS INSTITUIÇÕES JURÍDICAS: QUANDO O PODER ECONÔMICO PROCURA TRANSFORMAR INFLUÊNCIA EM PODER DE ESTADO”

A INTELIGÊNCIA ARTIFICIAL E O FUTURO DO ACESSO À JUSTIÇA.

O que é inteligência artificial? A inteligência Artificial é um bom julgador de processos judiciais? Como a Inteligência Artificial pode contribuir para  aumentar a eficiência da defesa do Estado de Direito e para atingir os objetivos e fundamentos previstos no Sistema Jurídicos e no Direito Internacional? Como o papel dos operadores judiciais na defesa doContinuarContinuar lendo “A INTELIGÊNCIA ARTIFICIAL E O FUTURO DO ACESSO À JUSTIÇA.”

Direito de Acesso à Justiça no Brasil: Componentes e Garantias

O direito de acesso à justiça tornou-se um direito poderoso, ainda que não seja um direito ilimitado. Assim, “O direito a um juiz natural, um direito fundamental ou Direito de Interpor recursos para a Instância Superior são direitos essenciais. Portanto, o direito de acesso à justiça, incluindo de provar seus direitos e de recorrer dasContinuarContinuar lendo “Direito de Acesso à Justiça no Brasil: Componentes e Garantias”

INSCONSTITUCIONALIDADE DE LEIS QUE CRIAM BARRERIAS AO ACESSO À JUSTIÇA

O acesso à justiça não pode virar uma utopia.  A crise do acesso à justiça  não é apenas um problemas dos advogados e dos Jurisdicionados. É uma crise de exclusão social e desigualdade. Atualmente, o acesso à justiça é restrito: apenas algumas pessoas, e apenas alguns tipos de problemas de justiça,  como os sistemas deContinuarContinuar lendo “INSCONSTITUCIONALIDADE DE LEIS QUE CRIAM BARRERIAS AO ACESSO À JUSTIÇA”