A coragem de não ser cruel consigo mesmo: Susan David e a ciência da agilidade emocional

Introdução — A excelência não exige autodestruição Existe uma crença cultural particularmente resistente segundo a qual pessoas extraordinárias alcançam resultados extraordinários porque aprenderam a ser implacáveis consigo mesmas. O erro seria corrigido pela punição; a insuficiência, combatida pela vergonha; o fracasso, convertido em motivo para intensificar a cobrança. Nessa concepção, a dureza interior funcionaria comoContinuarContinuar lendo “A coragem de não ser cruel consigo mesmo: Susan David e a ciência da agilidade emocional”

NEUROCIÊNCIA COGNITIVA: POR QUE ELEITORES AVALIAM DIFERENTEMENTE OS MESMOS FATOS?

A neurociência cognitiva e a psicologia política auxiliam na compreensão do processamento das informações políticas, evitando diagnósticos errôneos de líderes e eleitores. O raciocínio motivado leva à avaliação assimétrica de informações. Revisões recentes abordam a polarização política, destacando a influência de forças sociais e comunicativas. Mecanismos como viés de confirmação e polarização afetiva manifestam-se na defesa de identidades grupais. Para minimizar esses vieses, propõem-se medidas como transparência, auditorias independentes e proteção a denunciantes, visando fortalecer instituições.

DEUS ENTRE A CIÊNCIA E A FILOSOFIA: LIMITES DO CONHECIMENTO, NATURALISMO E RACIONALIDADE DA CRENÇA

INTRODUÇÃO — A PERGUNTA POR DEUS E O PROBLEMA DOS LIMITES DO CONHECIMENTO A questão acerca da existência de Deus ocupa uma posição singular na história da filosofia porque não constitui simplesmente uma pergunta sobre um objeto situado no interior do mundo. Perguntar se existe uma montanha, uma espécie animal, uma galáxia ou determinada partículaContinuarContinuar lendo “DEUS ENTRE A CIÊNCIA E A FILOSOFIA: LIMITES DO CONHECIMENTO, NATURALISMO E RACIONALIDADE DA CRENÇA”

Naturalidade da Crença Religiosa: uma explicação pela ciência cognitiva e pela evolução

Tese central. A naturalidade da crença religiosa não significa que a religião seja biologicamente inevitável, nem que determinada crença sobrenatural seja verdadeira ou falsa; significa, em sentido científico, que formas recorrentes de pensamento religioso podem emergir da interação entre capacidades cognitivas ordinárias, desenvolvimento humano, aprendizagem cultural e dinâmica social. A Ciência Cognitiva da Religião procura,ContinuarContinuar lendo “Naturalidade da Crença Religiosa: uma explicação pela ciência cognitiva e pela evolução”

Humildade Intelectual: Impacto na Inteligência e Felicidade

Michel de Montaigne, filósofo francês do século XVI escreveu que “a praga do homem é se gabar de seu conhecimento”. Como “nossa ignorância é invisível para nós”, normalmente, gabamo-nos de nosso conhecimento. Por outro lado, nossa sociedade recompensa a confiança e a arrogância. Somos seres governados por emoções e as emoções são uma barreira paraContinuarContinuar lendo “Humildade Intelectual: Impacto na Inteligência e Felicidade”